Em um letreiro na Avenida Principal havia uma mensagem muito subliminar e bem simples, a cada dia a mensagem mudava e o seu significado também. Nesse letreiro estava estampado para toda a sociedade a quantidade de impostos que ela pagava a cada segundo e aqueles números cresciam, iam se tornando cada vez maiores e eu não fazia ideia da dimensão que aquilo representava.
Consigo imaginar 10 caixas de laranjas com 50 laranjas dentro de cada, alias não sei se consigo realmente, agora eu desafio a qualquer um a tentar imaginar o quanto são 700 milhões de qualquer coisa, sem dúvida é uma tarefa que nos faz repensar os conceitos de ” Nada é impossível ‘‘ ou ” Só o céu é o limite ”.
Todo esse pensamento me ocorreu na primeira ou segunda vez que passei pelo letreiro e resolvi dedicar dez minutos para aquele que seria o inicio dessa aventura. Lá pela quinta visita à Avenida Principal eu já estava acostumado a todos os números me encarando e certas vezes me sentia envergonhado ao ouvi-los dizer:
” — Olha todo esse dinheiro, pessoas trabalhando dia e noite para acumular toda essa verba, pobres coitados morrerão sem saber que um dia estavam vivos. ”
Mal sabiam os números que haviam acabado de me dizer quem era o culpado pelas pobres almas que estão enriquecendo Caronte no passar dos anos, o dinheiro.
Imerso em Delírios cotidianos eu já havia imaginado de tudo, desde um mundo dominado por formigas canibais africanas até um Universo calmo, distante e alheio a tudo que tinha como principal característica o silêncio da ausência humana, mas eu estava agora diante da mais difícil tarefa da minha vida: Como seria o mundo hoje sem dinheiro?
“This is it “ diria o pequeno Michael, somos imediatamente tomados por uma nostalgia ao fazer essa pergunta e levados a uma tribo de Índios pacifica onde a caça e coleta de frutos são o que nos manteriam vivos ou o mais otimista chegaria a imaginar uma sociedade feudal com vassalos e senhores se apoderando de tudo e todos, mas eu não, acredito que ainda teríamos tecnologia se é isso que tememos.
Enquanto revoluções ocorriam na França, no Brasil, na Inglaterra, enfim ao redor do mundo, pessoas nesses mesmos lugares também estavam em casa sentadas e esperando por alguém que decidisse seu futuro, enquanto 10% lutava por uma sociedade mais justa, outros 90% decidiam se naquela noite comeriam cozidos ou assados. Por que com a tecnologia seria diferente?
Será que Galileu deixaria de fazer suas observações astronômicas e iniciar o Método Cientifico caso ele não recebesse dinheiro em seu trabalho? Será que agricultores continuariam a produzir em grande escala para alimentar pessoas que estariam naquele mesmo momento sentadas em casa engordando? Será que existiriam pessoas em casa engordando? Será que a cobiça está realmente intrínseca no comportamento humano, não seriamos capazes de ver pessoas se degladiando por poder enquanto entregávamos o novo carregamento de tomates sem cobrar 1 centavo àquele “comerciante” que era encarregado de distribuir a quantia pedida por quem quer que passasse por lá?
Durante algum tempo eu tenho certeza que poucas pessoas iriam continuar lutando para criar o análogo ao dinheiro, por simples ambição, mas vemos hoje um mundo onde poucos detém quantidades significantes de capital, ou seja, a esmagadora maioria da população participa desse Banco Imobiliário de tabela. Esses poucos no passado seriam apenas mortos? Ignorados? Não faço ideia, mas eu sinto uma certeza absoluta em que a maioria conseguiria se sobressair e mostrar a nós do século XXI como é que deveria ser feito.
Apenas por diversão fui levado a acreditar em Universos Paralelos com cópias idênticas as nossas onde cada decisão que tomamos eles tomam uma ao contrário, ou similar ou nem chegam a fazer nada, seja em qual desses Universos o meu Mundo sem dinheiro se prosperou, eu daria qualquer coisa para passear por lá nem que seja por um único dia.
Talvez me deixem morar lá,
Mas só talvez….
"At the very end they say, is there anything you wanna say, you know, What is your philosophy of life, and some people would write a huge long thing. A dissertation, and some people would just go on and on. And Hank just put, "Don't Try". Now, for you, what do you think that means? "
quinta-feira, 31 de julho de 2014
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Como o que assim foi?
Assim começa mais um dia qualquer. A dificuldade de sempre mora na falta de objetividade. Muitas vezes eu queria fazer o que eu gosto por motivos próprios. Mas ate o que eu gosto e' fruto de uma cadeia de eventos que eu não tive muito controle.
Sera' que pensar na vida como algo sem significado, passageiro, curto e sem preocupacoes com o proximo não seria a melhor solução para mim?
Eu estou notando algumas mudanças de valores no meu meio social, eu consigo sentir que agora eu necessito ainda mais que as pessoas saibam o que eu faço. Eu preciso falar que eu escrevo textos, que eu estudo musica, que eu tiro fotos...
necessito que saibam aonde eu estive, que eu estou aproveitando meu tempo com algo divertido para eles, que eu devo explicações para todos a respeito do meu dia-a-dia.
Eu sinto que eu estou perdendo o foco dos meus objetivos, dos meus ideais e estou ficando cada vez mais proximo de algo fútil e banal para os meus padrões anteriores. Talvez esse local ainda seja o único refugio que eu tenho, onde eu não sinto a necessidade de me tornar publico.
Mas por que voce não escreve em uma folha de papel e guarda na sua gaveta como voce costumava fazer?
- Essa ja e' mais uma prova de que meus valores estao mudando. Existia internet, computador e todo o resto ha alguns anos atras e eu poderia ter me beneficiado muito mais da divulgação dos meus trabalhos naquela época do que agora. Mas por que? agora caso eu não esteja escrevendo na internet, não e' a mesma coisa.
Eu odeio comentar meus textos. Caso voce leia, por favor, não comente-os comigo. Por favor. Eu não devo explicações pra ninguem nesse meu mundo criado e vivido as escondidas. Não quero obedecer regras gramaticais, literárias ou físicas. Quero conversar.
Qual o preço de uma boa conversa hoje em dia?
Com quem se conversa agora? E sobre o que? Nos informamos sobre as coisas... eu me entupo de noticias, me entupo de opiniões sobre elas, guardo-as na superfície mais acessível do meu HD cerebral e quando encontro outras pessoas, tento esvaziar tudo o que eu guardei.
Meus encontros se transformaram na definicao de lixeira virtual. Nao preciso mais desse arquivo sobre conflitos na Mongolia, entao vou lança-lo inteiro em voce, e quando me falarem sobre o assunto de novo eu vou lembrar...
"e'...aquilo la' na Mongolia...e' foda."
E', vou dormir.
Sera' que pensar na vida como algo sem significado, passageiro, curto e sem preocupacoes com o proximo não seria a melhor solução para mim?
Eu estou notando algumas mudanças de valores no meu meio social, eu consigo sentir que agora eu necessito ainda mais que as pessoas saibam o que eu faço. Eu preciso falar que eu escrevo textos, que eu estudo musica, que eu tiro fotos...
necessito que saibam aonde eu estive, que eu estou aproveitando meu tempo com algo divertido para eles, que eu devo explicações para todos a respeito do meu dia-a-dia.
Eu sinto que eu estou perdendo o foco dos meus objetivos, dos meus ideais e estou ficando cada vez mais proximo de algo fútil e banal para os meus padrões anteriores. Talvez esse local ainda seja o único refugio que eu tenho, onde eu não sinto a necessidade de me tornar publico.
Mas por que voce não escreve em uma folha de papel e guarda na sua gaveta como voce costumava fazer?
- Essa ja e' mais uma prova de que meus valores estao mudando. Existia internet, computador e todo o resto ha alguns anos atras e eu poderia ter me beneficiado muito mais da divulgação dos meus trabalhos naquela época do que agora. Mas por que? agora caso eu não esteja escrevendo na internet, não e' a mesma coisa.
Eu odeio comentar meus textos. Caso voce leia, por favor, não comente-os comigo. Por favor. Eu não devo explicações pra ninguem nesse meu mundo criado e vivido as escondidas. Não quero obedecer regras gramaticais, literárias ou físicas. Quero conversar.
Qual o preço de uma boa conversa hoje em dia?
Com quem se conversa agora? E sobre o que? Nos informamos sobre as coisas... eu me entupo de noticias, me entupo de opiniões sobre elas, guardo-as na superfície mais acessível do meu HD cerebral e quando encontro outras pessoas, tento esvaziar tudo o que eu guardei.
Meus encontros se transformaram na definicao de lixeira virtual. Nao preciso mais desse arquivo sobre conflitos na Mongolia, entao vou lança-lo inteiro em voce, e quando me falarem sobre o assunto de novo eu vou lembrar...
"e'...aquilo la' na Mongolia...e' foda."
E', vou dormir.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Capitulo 1
E' dificil ser sincero em um mundo onde tudo e' motivo para rótulos e classificações. Eu não posso dizer o que penso, voce não pode dizer o que pensa, eu não posso deixar de me preocupar com sua condição de existência, e voce não pode me deixar em paz.
Eu nao posso falar eu te amo,
nao posso dizer o que desejo,
nao posso ter o que quero, não posso ser quem eu quero, não posso ter as minhas verdades,
meus objetivos, meus caminhos, meus sonhos, meus amores,
rancores, tristezas, alegrias, desinteresses e lampejos.
A verdade e' que depois de um tempo me alterando,
para encaixar-me nos mais diversos grupos de convívio, me peguei sem identidade.
Nao sei o que eu amo, o que eu desejo e pra quem quero.
Nao consigo muitas vezes decidir se saio de casa,
se fico em casa. Se sorrio, se choro ou se ignoro.
Penso que quando tenho que repensar tudo isso,
o poço esta' ficando mais fundo e estou mergulhando com tudo.
O Abismo... que saudade de voce algumas vezes meu colega.
No entanto eu ja' não converso com aquela Dona do salto alto,
que um dia me veio visitar e em uma branda conversa me deu opções:
escolha entre ti e o que te confunde.
escolha entre ti e o que te parece artificial,
escolha entre ti e a dor do desentendimento,
da ma' impressão, da solidão das noites cheias e barulhentas,
das palavras vazias, dos sorrisos forçados, da escravidão social.
Fiz minha melhor escolha e re-aprendi.
Hoje talvez eu veja sob uma ótica diferente e confesso que eu poderia ter feito melhor,
poderia enganar melhor a mim mesmo, poderia ter pedido desculpas,
poderia ter sido compreensível, eu poderia ter sido muita coisa.
Mas nao fiz, talvez por orgulho. Talvez por falta de coragem,
ou por que voce não deixou.
Eu queria ter de tudo, mas vivem me mostrando que eu não tenho nada.
Se torna complicado buscar significados,
quando voce cresce sendo desconstruido,
alheio ao ambiente.
O ultimo sobrevivente da guerra contra desejos inalcançaveis.
Nao posso me dar o luxo de complicar demais meus pensamentos,
eles me consomem de uma maneira que voce não entende.
Eu sinto que nao posso guarda-los.
Tenho que de certa forma dizer.
Nao existe luta pior do que aquela em que para derrubar o inimigo,
voce e' obrigado a se machucar.
Esses sou eu.
Sou muitos. E nao quero nenhum deles ferido.
Mas voce ja' imaginou como e' lutar contra voce?
como e' chorar ao anoitecer por algo que não fez? Ou fez, mas foi um desses.
Voce sabe que voce não e' assim, mas foi voce quem fez. Ou não foi?
por uma memoria de quase 18 anos?
por um pedido de desculpas?
por uma briga que ocorreu ha 15 anos, mas cada detalhe permanece na sua cabeça,
por um choro alheio que te comoveu?
por um ato de bravura que distorceu todo o seu trajeto?
por ter que abandonar amigos?
por ter sido julgado e condenado sem nunca saber do direito de se mover. E viver.
Livre.
sábado, 28 de dezembro de 2013
releituras ouvidas

Talvez eu seja uma das poucas pessoas que realmente considera a família uma parte fundamental da nossa vida. Não pensamos muito bem nisso, mas todos nós temos um conjunto de pessoas que podemos nos relacionar de diversas maneiras, encontrar apoio, carinho, conselhos, fofocas e intrigas. E essas pessoas, no geral, não somem das nossas vidas.
Elas permanecem, conhecem-nos a alguns anos, talvez todos os anos, e nos viram crescer, comer minhoca e tatu no vaso de plantas ou do parquinho do bairro, nos viram cair de bicicleta, de patins e de skate e no meu caso, riram de todas as quedas, as vezes choraram depois, mas só depois.
"Eu brindo à casa, brindo a vida.. aos meus amores e a minha família!!''. Brigamos, nos odiamos, nos amamos, nos entendemos, com nosso próprio dialeto baianês-paulistano, e no fim estamos aqui um para o outro e um pelo outro. As pessoas deveriam dedicar muito tempo certificando-se de que tudo está indo bem com sua família, pois são Mar de gente onde nos sentimos por inteiro.
Mas isso pode não ser tão fácil de conseguir em alguns casos. Mas você sai em desvantagem se você não tiver fé. E sabemos que Nem sempre se pode ter fé, Quando o chão desaparece embaixo do seu pé. Mas acredito que todo sacrifício é válido nesse quesito. Alguém tem que fazer, e Nem sempre a fraqueza que se sente quer dizer que a gente não é forte, lute para ser o agente da mudança na sua vida, isso é sensacional.
Então, !!!! !!!! !!!! !!!!!
"Vai na marra, vai na garra, vai em frente.
E se agarra no seu sonho com unhas e dentes.
Pra saber o que é possível é preciso que se tente conseguir o impossível, então tente! "
Pow Gabriel, sempre ouço suas canções e me impressiono com a direcionalidade de suas letras. Mais na cara da sociedade é impossível. Porém, você vem fazendo isso durante anos e nada tem de fato mudado. Será? Penso estar enganado. Isso me deixa intrigado e entristecido, pois Sou um grão de areia no olho do furacão, em meio a bilhões de grãos e a escrita anonimática é a unica forma de expressão que eu possuo com o meio externo.
Porém o amigo Raul dirá que a ''Canção não está perdida '' e concordará com os colegas dO Rappa dizendo " tenha fé em Deus e tenha fé na vida!''. E como há muito tempo a vovó já dizia, "Nunca se vence uma guerra lutando sozinho." Porém, como é típico do seu Raulzito que vive fugindo de minhas perguntas:
"Não me pergunte por que
Quem-Como-Onde-Qual-Quando-O Que?
Deus, Buda, O tudo, O nada, O ocaso,
Como o cosmonauta busca o nada, o nado, o nada
Seja lá o que for, já é."
Sujeito receoso e temeroso de ir de encontro ao azar. Mas te entendo, não deve existir respostas prontas para esse tipo de situação, cada um tem que encontrar as suas respostas. Sabemos que essas são Palavras Repetidas, mas quais são as palavras que eu mais quero repetir na vida?
- Felicidade?
- Amor?
- Paz?
- Conquistas?
Não faço ideia do que você quer senhor Gabriel, muito menos dos senhores dO Rappa, quem dirá de você grande Raul. Mas eu sei que eu gostaria muito de ouvir a música singular de uma família feliz.
domingo, 17 de novembro de 2013
silêncio no morro
Durou pouco, mas ocorreu!
Acredite se quiser.
A Terra parou e até se encolheu,
ao perceber que conseguíamos ouvi-la.
E eu, tentava entender.
O Vento na janela passava,
e me disse que a muito tempo não falava.
Por falta de oportunidade e de interesse,
daqueles que um dia ouviam os seus conselhos e apelos.
Me confessou que a Chuva também estava triste,
por mais que caísse forte, e continuasse com sua voz paterna
para nos dar aquela bronca,
aqueles gritos que outrora estremeciam a todos.
Que nos obrigava a ficar em casa, a não segurar em metais,
a não utilizar facas, a desligar todas as luzes e aparelhos,
que nos reunia na sala, com os pais e avós,
que nos fazia pensar nos nossos erros.
Ninguém a escuta mais.
Ninguém se importa mais, não há mais respeito.
Como um bom pai que no fim de toda bronca passa a mão na cabeça do filho,
a Chuva nos presenteava com bons arco-íris,
que rejuvenecia a alma e nos dizia:
''Espero que tenha aprendido a lição".
Hoje a Chuva chora triste no morro,
E não faz mais questão de mostrar preocupação alguma conosco.
O Vento que é muito esperto e sempre muito bem informado,
me disse que o Sol está igualmente desolado.
Por mais que o grandioso tente nos informar,
a respeito dos danos que estamos a causar,
só olhamos para os lucros da vida passageira.
E como bem disse o Vento, tudo isso os parece uma tremenda besteira.
O papo estava excelente,
pena que o povo acordou,
e novamente, não fizeram questão de saber,
o que tanto o Vento falava,
por que tanto a Terra tremia,
o que tanto a Chuva gritava,
por que tanto o Sol se escondia.
E em nome daqueles que também se preocupavam,
eu os disse,
Espero que tenham um bom dia.
Acredite se quiser.
A Terra parou e até se encolheu,
ao perceber que conseguíamos ouvi-la.
E eu, tentava entender.
O Vento na janela passava,
e me disse que a muito tempo não falava.
Por falta de oportunidade e de interesse,
daqueles que um dia ouviam os seus conselhos e apelos.
Me confessou que a Chuva também estava triste,
por mais que caísse forte, e continuasse com sua voz paterna
para nos dar aquela bronca,
aqueles gritos que outrora estremeciam a todos.
Que nos obrigava a ficar em casa, a não segurar em metais,
a não utilizar facas, a desligar todas as luzes e aparelhos,
que nos reunia na sala, com os pais e avós,
que nos fazia pensar nos nossos erros.
Ninguém a escuta mais.
Ninguém se importa mais, não há mais respeito.
Como um bom pai que no fim de toda bronca passa a mão na cabeça do filho,
a Chuva nos presenteava com bons arco-íris,
que rejuvenecia a alma e nos dizia:
''Espero que tenha aprendido a lição".
Hoje a Chuva chora triste no morro,
E não faz mais questão de mostrar preocupação alguma conosco.
O Vento que é muito esperto e sempre muito bem informado,
me disse que o Sol está igualmente desolado.
Por mais que o grandioso tente nos informar,
a respeito dos danos que estamos a causar,
só olhamos para os lucros da vida passageira.
E como bem disse o Vento, tudo isso os parece uma tremenda besteira.
O papo estava excelente,
pena que o povo acordou,
e novamente, não fizeram questão de saber,
o que tanto o Vento falava,
por que tanto a Terra tremia,
o que tanto a Chuva gritava,
por que tanto o Sol se escondia.
E em nome daqueles que também se preocupavam,
eu os disse,
Espero que tenham um bom dia.
sábado, 16 de novembro de 2013
desumanizar
Em plena era da informação constata-se que uma boa parte dos universitários brasileiros, 38% desde o ultimo senso em 2012, estão se formando em analfabetismo funcional. Um absurdo ainda maior ocorre em outro nível de analfabetismo ou da falta de caráter, os universitários foram todos despolitizados e até mesmo desumanizados.
Atualmente com a chegada dos médicos cubanos essa situação ficou ainda mais evidente. Talvez esse fato seja consequência do capitalismo que transforma a vida moderna em uma eterna caça a céu aberto, onde as presas e predadores são exatamente as mesmas pessoas.
Estudar em uma Universidade hoje é uma mistura de status inflador de ego, trampolim politico, ascensão social individual, fuga para postergar responsabilidades financeiras, diversão e talvez por último e bem por último, a Universidade sirva para promover o conhecimento, e sendo ainda mais utópico poderíamos mencionar a formação de cidadãos críticos.
Talvez a vida das pessoas esteja mesmo sendo mediada pela imprensa. Porém é evidente que existe uma corrente quase mundial na busca pela qualidade de vida. Alguns parâmetros foram criados e associados diretamente com essa tal qualidade de vida almejada por todos como, por exemplo, a quantidade de arvores por metro quadrado na sua cidade, a quantidade de carros na sua vizinhança, a quantidade de salada que você come, a quantidade de horas que você dorme, a quantidade de horas que você trabalha e por ai vai.
![]() |
Quem vive no RS é muito mais feliz do que
quem vive em São Paulo e isso é um fato.
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Com base nesses parâmetros consegue-se dizer que a qualidade de vida em São Paulo é pior do que em Gramado no Rio Grande do Sul. Sendo assim, a meta dos novos profissionais é atingir esses patamares com tudo o que eles dão direito. A visão do futuro esta completamente condicionada ao momento em que nos vemos dentro desses moldes e essa atitude gera diversos problemas que pode começar na própria definição de qualidade de vida.
Entendo que a necessidade de se trabalhar pouco para viver melhor signifique que eu trabalho fazendo algo que eu não gosto, mas sou obrigado a pagar com anos da minha vida o preço necessário para atingir um ponto em que eu não serei mais 'obrigado' a trabalhar. E finalmente, poderei viver o que eu quiser viver.
O quão ilógico parece isso? Mas isso acontece, pois quando eu me aposentar é que vai ficar bom, afinal a vida começa nos 60 não é mesmo?
Outro problema grave está relacionado com o comportamento desses profissionais no decorrer de suas vidas. Para que eu vou fazer um bom trabalho se eu vou receber no fim do mês do mesmo jeito, pensariam os funcionários públicos concursados do nosso país. Para que vou reclamar das injustiças sociais se minha aposentadoria já está garantida? Para que eu vou me importar com a vida desse morador de rua se eu posso doar R$ 100,00 quando a Globo fizer sua campanha?
Eu até ajudaria se tivesse tempo.!
Outro problema grave está relacionado com o comportamento desses profissionais no decorrer de suas vidas. Para que eu vou fazer um bom trabalho se eu vou receber no fim do mês do mesmo jeito, pensariam os funcionários públicos concursados do nosso país. Para que vou reclamar das injustiças sociais se minha aposentadoria já está garantida? Para que eu vou me importar com a vida desse morador de rua se eu posso doar R$ 100,00 quando a Globo fizer sua campanha?
Eu até ajudaria se tivesse tempo.!
Creio que a falta de interesse na profissão e sua consequente apatia a tudo acaba sendo o maior causador da falta de competência em diversas carreiras públicas principalmente. Afinal, quando você está fazendo o que gosta, você faz bem feito, já dizia a minha avó.
Talvez essa tal qualidade de vida é o que está tornando a vida da gente tão ruim. Acredito que essa crise contemporânea seja um fator que deve ser melhor investigado por cada um de nós. Ainda acredito que vamos conseguir fazer com que a vida de qualidade se sobressaia a qualidade de vida.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Mediando
Por incrivel que parece são poucas as pessoas que se revoltam de fato com a midia. Mais raro ainda são aquelas que entendem qual o papel da midia e porque é tão perigoso deixar que as coisas permaneçam assim.
Quem já parou para pensar na quantidade de coisas que ocorrem no mundo ou mesmo em suas cidades que não são noticiadas. Você já se perguntou porque o Jornal da noite selecionou a imagem de uma criança que supostamente assassinou sua familia para ser exibida no lugar da garota de origem humilde que conseguiu vencer na vida e hoje ajuda os necessitados com cestas básicas?
Não tenho uma resposta simples para isso. Por definição se um problema é simples ou você não o entendeu direito ou não podemos considerá-lo um problema de fato. Porém, pensar sobre essa questão é um exercicio muito útil para todos. As novelas, os desenhos animados, os filmes, as reprises, os programas de auditório, as palhaçadas, os humoristas, as igrejas, os telejornais e os canais de venda são de certa forma uma síntese de primeira ordem do que é exibido na telinha da TV todos os dias.
Então poderíamos concluir que esses são os pilares do interesse publico? Tudo que ocorrer dentro do país e no mundo vai se encaixar em uma dessas grandes categorias ?. Isso de fato já é um problema, eu não vejo espaço para a divulgação do conhecimento, por exemplo, que é algo importante e tem uma participação quase nula nos canais de televisão.
Mas além dessas categorias contribuirem para uma estrutura completamente engessada ainda temos diversos outros problemas. Os telejornais por exemplo nos informam das principais noticias da cidade, estado, país ou mundo. Porém todos os dias é possível se questionar ao assistir qualquer telejornal se aquilo era o fato mais importante mesmo que ocorreu hoje.
Saber como vive o milhionário Cilano é tão importante assim? Por que? E quem arrisca sua vida todo dia para trazer alimento para os filhos dentro de casa. Por que nenhum dos milhões que compõem essa classe ganham titulo de noticia publicavel ?
Somos completamente influenciados pelo conteúdo midiático da televisão. As novelas são catequezes, os telejornais são parciais quanto a temas sérios e completamente futeis em relação ao resto, as igrejas bricam com a religiosidade de pessoas de bem e sem nenhuma piedade pisam em pessoas desesperadas e desamparadas pelo Estado e ou familiares.
Além disso, temos os jogadores de futebol, basketball, os pilotos de carros, os narradores, os apresentadores, os artístas, os politicos e cia, que recebem salários abusivos e por quê? Quem decidiu que seria assim? Qual o sentido de pagar bilhões de reais para um rapaz correr em um gramado de futebol e deixar que a saúde na Africa seja combatida por instituições de caridade que contam com a bondade de cada voluntário para ir trabalhar de graça nas condições mais desumanas do mundo.
Observamos que os valores morais e éticos podem ser facilmente subvertidos com o tempo. Ainda, não sei porque muita coisa acontece e acredito que a grande maioria também não entenda muitos desses processos. Pois, assim como todo mundo, nós também pegamos o bonde andando. Mas já chegou a hora de usar o freio de emergência, pois já estamos na beira do abismo, e acredite, não vai ser fácil parar esse trem.
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